
Já é sabido e bem divulgado o quanto importante é esse aspecto ambiental na aviação. No entanto, é bom entender o quanto a segurança da aviação tomou um rumo importante para que as aeronaves voando sob essas ‘condições’ adversas continuem ratificando o quanto a aviação é segura e confiável. Uma rede de atores já discute esse impacto de forma colaborativa, como veremos adiante.
As alterações climáticas, bem como suas consequências no meio aeronáutico podem ter impactos negativos na atividade aérea. Com o aumento da ocorrência de fenômenos meteorológicos graves, ocorre uma maior exposição dos equipamentos aeronáuticos aos riscos meteorológicos. Sendo assim, É fato que manter um elevado nível de segurança para passageiros e profissionais da aviação torna-se cada vez mais fundamental. Nessa trilha, podemos informar que a adaptação da aviação às alterações climáticas, já está presente e é prioritária.
Todos podem perguntar, e é até legal saber: Como podem as alterações climáticas afetar a segurança da aviação?
Ainda não esquecemos do caso em que um aeroporto ficou inundado. Aliás, praticamente o ecossistema de vizinhança foi afetado, aqui no Brasil. O que se tem hoje, sobre as Alterações Climáticas, explica o seguinte: para cada aumento da temperatura média global da superfície do ar, teríamos impactos de fenómenos meteorológicos graves. Dos quais podemos elencar as tempestades, furacões, atividades como as ondas de calor, precipitação intensa, inundações, secas, e outros fenômenos. Não podemos declinar das preocupações decorrentes desses aspectos.
Fenômenos meteorológicos e seus impactos nas operações aéreas
O que de fato é aceito, é que os fenômenos meteorológicos chamados ‘graves’ estão diretamente ligados às fontes que geram risco. Então, granizo, raios, alterações nas quantidades de precipitações e inundação de pistas e áreas adjacentes de aeroportos, rajadas de vento, tesoura de vento, impactos dos ventos a baixa altitude, entre outros, podem aumentar a exposição da aviação a turbulência em céu claro, este último já é muito bem conhecido, e ninguém gosta.
E como isso pode ser interpretado como algo que afeta a aviação?
A resposta é simples. Esses aspectos impactam as operações de voo, desempenho e aeronavegabilidade das aeronaves, redução da capacidade de voar, a confiabilidade e o desempenho da gestão do sistema de tráfego aéreo. A depender da intensidade e localização, também podem afetar os equipamentos dos serviços de navegação aérea e dos serviços de segurança dos aeroportos, e isso pode impactar em maior exposição às condições meteorológicas imprevistas.
Precisamos entender o quanto o setor precisa de plasticidade nesses aspectos. Devemos assegura um contínuo aumento nos estudos das condições climáticas reinante e suas variações, bem como ter uma capacidade de adaptarmos o modal aéreo para a continuidade do transporte aéreo de pessoas e coisas nas regiões impactadas pelas mudanças ‘acentuadas’. O gerenciamento da mudança já faz parte da aviação.
Assim vamos reduzindo e mitigando nossos perigos e riscos em alinhamento com os preceitos oriundos das práticas internacionais aceitas.
Uma aviação madura, preparada e confiável
Não é objetivo reduzir a importância desse tema. Mas, precisamos entender que na aviação, fatores como condições adversas em rota é algo de ‘rotina’. A meteorologia é muito bem aplicada na aviação, e aliás, é uma matéria requisitada para a aprovação de um piloto.
Não há o que temer.
Sim, podemos presenciar efeito um tanto relevante; ventos mais fortes; rajadas; instabilidades; turbulência em céu claro. A aviação é um modal maduro e estamos prontos para essa ‘nova’ etapa em nossos voos, já conhecemos.
Ainda que fatores do meio ambiente venham a interferir no modal aéreo, o planejamento adequado assegura um voo mais tranquilo.
Voar, navegar e comunicar.
Eu confio no Brasil, pois nós o fazemos!
Autor: Joselito Paulo – Diretor Presidente na ABRAVOO
Palestrante. Instrutor. Perícia e Investigação. Acidentes Aeronáuticos. Assessoria Consultoria Aviação Civil e Sustentabilidade. Aeródromo. PLEM, Plano Emergências Aeródromos, Aeroportos. SGSO. Fauna. IPF. PGRF. Procedimentos Básicos Gerenciamento Risco de Fauna Aeroportos. Regionais e Similares. RBAC 153. 12.725. ASA.





