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eVTOL Decola no Turismo Mundial

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Flávio Santos

30 de julho de 2026

eVTOL entrando no turismo mundial: voos panorâmicos, ilhas e cidades nos EUA, Europa, Ásia e Brasil.

2026 é, sem dúvida, o ano em que o eVTOL saiu do papel. Nos primeiros meses do ano, certificações avançaram, protótipos voaram diante de autoridades e empresas anunciaram os primeiros voos turísticos reais. O padrão se repete em quatro continentes. Primeiro vêm os testes. Depois, o turismo. Só então a mobilidade urbana em escala.

Confira o retrato mais atual da corrida global.

Estados Unidos: Nova York já recebe voos de demonstração

Em abril de 2026, a Joby Aviation pousou em Nova York. A empresa realizou a primeira demonstração ponto a ponto de eVTOL na história da cidade. O voo fez parte do “2026 Electric Skies Tour”, uma turnê nacional voltada a celebrar os 250 anos dos Estados Unidos. Antes disso, a campanha já havia sobrevoado a Golden Gate Bridge, na Califórnia.

Por trás dos voos, existe um empurrão regulatório importante. Em março de 2026, a Casa Branca e a FAA lançaram o eVTOL Integration Pilot Program (eIPP). O programa abrange 26 estados americanos. Joby e Archer são as participantes confirmadas. Ambas miram a certificação de tipo da FAA ainda em 2026. Assim, o caminho para voos comerciais de passageiros — inclusive turísticos — fica mais curto.

Europa: Volocopter mira certificação, Eve avança com a EASA

Na Alemanha, a Volocopter apresentou o VoloXPro em abril de 2026. O modelo é voltado a clubes de voo, escolas e entusiastas da aviação, mas também abre espaço para uso turístico e pessoal. A certificação como aeronave ultraleve está prevista para o fim de 2026.

Já em julho de 2026, a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, deu um passo além. A empresa protocolou junto à EASA o pedido de validação do Certificado de Tipo do seu eVTOL, o Eve 100. Esse movimento reforça a estratégia europeia da companhia, que já estuda aplicações turísticas em regiões como Cabo Verde.

Ásia: China aposta em turismo de baixa altitude, Japão simula a experiência completa

Na China, a TCab Tech firmou, em março de 2026, uma parceria estratégica com a Huamo Technology. O objetivo é acelerar a comercialização do eVTOL E20. A aeronave, aliás, foi projetada especificamente para turismo de baixa altitude e viagens intercidades. Ela transporta cinco passageiros a até 320 km/h.

No Japão, a SkyDrive fez sua parte em julho de 2026. A empresa realizou uma demonstração no Parque Yamaguchi Kirara. O voo simulou um passeio turístico sobre o Mar Interior de Seto. Os passageiros chegaram de carro e embarcaram no eVTOL sem tempo de espera algum. Ou seja, rodovia e ar foram integrados num único fluxo, pensado para o turista.

Brasil: Eve acelera testes e ganha respaldo institucional

No Brasil, o protagonismo é da Eve. Em março de 2026, a empresa realizou o primeiro voo do protótipo em escala real na unidade da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). O presidente Lula acompanhou o evento, ao lado do presidente da ANAC e do presidente do BNDES.

Em abril, a Eve já somava 50 voos de teste. A ANAC, por sua vez, publicou uma proposta de licença específica para pilotos de eVTOL. Depois, em julho, a agência abriu uma consulta pública sobre os critérios de aeronavegabilidade do modelo. A certificação segue, portanto, em ritmo acelerado. A entrada em operação, porém, ainda está prevista apenas para 2027.

O padrão de 2026: certificação primeiro, turismo como porta de entrada

Olhando para os quatro continentes, o desenho de 2026 fica nítido. As certificações avançam em paralelo nos EUA, na Europa e no Brasil. Enquanto isso, a Ásia já testa a experiência turística na prática, com voos simulados no Japão e aeronaves desenhadas especificamente para turismo, como o E20 chinês.

O turismo, mais uma vez, aparece como a porta de entrada mais provável. Ele não exige a coordenação logística da mobilidade urbana plena. Além disso, aproveita rotas já usadas por helicópteros turísticos, como em Nova York. Para o Brasil, com forte apoio institucional e testes avançando rápido, o desafio agora é claro: transformar certificação em operação real.


Fontes :

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Flávio Santos

Certificado em Segurança de Voo pelo CENIPA | Profissional em Fotografia e Design Gráfico | Graduado em Letras - Língua Portuguesa pela UnB

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